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Não Chore. Venda mais lenços.

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A expansão dos PDVs de grandes redes de farmácias por todo o País, bem como as aquisições e fusões que vêm acontecendo, tem gerado muitas especulações sobre o futuro do varejo.

Não chore. Venda mais lenços.

Alguns especialistas no assunto impõem um “terrorismo mercadológico” em torno de tais transformações do mercado, mas a grande verdade é que o varejo  farmacêutico independente precisa se preocupar muito mais com sua gestão do que com a ameaça que a expansão das grandes cadeias de farmácia pode representar.

Viajando o Brasil todo para ministrar cursos e consultorias, temos percebido claramente que as farmácias que profissionalizaram a sua gestão e investiram em seus PDVs continuam a prosperar mesmo sob a influência de grandes redes em  sua área de abrangência.

Recente levantamento que realizamos comprovou que após a abertura de PDVs de grandes redes em algumas localidades, algumas farmácias pequenas conseguiram até mesmo o feito de aumentar o seu faturamento e incrementar o seu lucro operacional. Isto foi motivado pela necessidade de abandonar a “zona de conforto” e buscar conhecimento, atitude e ferramentas necessárias à eficiência do negócio. A mudança permitiu a estas empresas condições de enfrentamento da concorrência.

Muitos gestores têm descoberto que seus problemas se concentram muito mais “atrás do balcão” do que propriamente fora dele. O bom gestor é aquele que entende a concorrência, mas que, acima de tudo, conhece e mensura os resultados do seu próprio negócio para fazer tomadas de decisão.

Sem dúvida alguma, o mercado estará mais acirrado e complexo, mas quem estiver preparado estará apto a enfrentar a concorrência, mesmo num mercado competitivo.

O mercado farmacêutico brasileiro dobrará de tamanho nos próximos anos e esse incremento não beneficiará apenas os grandes, mas todos que dele participam, desde que os empresários do ramo atentem para a necessidade de modernizar a forma com que conduzem a gestão das suas farmácias.

Esse tipo de movimentação já aconteceu em outros ramos do varejo e nem por isso assistimos à extinção dos pequenos negócios. O Brasil é um país de diversidade cultural, religiosa e social enorme, portanto há espaço para atuação de vários modelos adequados às regionalidades e particularidades que cada nicho de mercado apresenta.

Muitas entidades do setor estão preocupadas com a concentração do mercado nas grandes redes, mas o fato é que nosso mercado ainda é bastante fragmentado e existe muito espaço ainda para ser explorado. A maior prova disto é que em recente anúncio da entrada da Rede de Farmácias americana CVS no País, seu executivo afirmou que o Brasil ainda é um mercado fragmentado para esse ramo e que muitas oportunidades estão por vir para quem quer investir neste segmento.

Já dizia o velho ditado: “Enquanto alguns choram, outros vendem lenços”.

É hora de chorarmos menos e vendermos mais lenços , pois, enquanto existirem gestores que só enxergam dificuldades, existirão sempre os que olham para o crescimento do mercado, aumento da renda per-capita do brasileiro, crescimento da expectativa de vida e ascensão de número cada vez maior de famílias à classe média.

Cadri Awad é Diretor de Cursos do Instituto Bulla, Farmacêutico com Habilitação em Farmácia Industrial, MBA em Gestão Avançada de Varejo Farmacêutico e cursando MBA Executivo em Liderança e Gestão Empresarial. Viajando por todo o Brasil, Cadri já qualificou mais de 5000 empresários de Pequenas e Médias Drogarias para a aplicação da metodologia avançada de Gestão Farma.

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