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Fim de ano!

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Dezembro chegou. Portanto, é hora de avaliar os resultados do ano que se encerra e planejar os resultados almejados para 2014.

Neste momento, é importante observar os indicadores do mercado e compará-los com os números da sua farmácia.

Alguns dos indicadores de mercado a serem analisados:

    • Projeções de crescimento do faturamento do setor;
    • Participação dos medicamentos genéricos nas vendas;
    • Participação dos produtos HPC no faturamento;
    • Ticket médio;
    • Taxas médias de desconto praticadas no mercado em sua região;
    • Perfil de venda por grupo de produtos.

Observados os números do ano vigente, é necessário compará-los ao desempenho de sua empresa e verificar se a organização acompanhou, ou até mesmo superou, os resultados médios apontados. Os números permitem evidenciar os erros e acertos que influenciaram nos resultados aquém e além do esperado, e que o próximo ano seja marcado por maior índice de acertos nas estratégicas da organização.

E por falar em estratégia, é hora de planejar o ano seguinte e encontrar os números que o mercado projeta para que você possa traçar suas metas e decidir taxas de crescimento mensal e anual. É muito importante envolver a equipe de colaboradores nesse processo, pois envolver todos e torná-los parte do planejamento aumenta o comprometimento de todos com os resultados.

Estamos falando aqui do planejamento estratégico da empresa.

Planejar exige do gestor observação atenta às tendências do mercado, buscando oportunidades de crescer e se diferenciar diante do seu público-alvo, mas, acima de tudo, consolidar os objetivos da empresa.

O varejo farmacêutico está mudando e vem desenhando um novo cenário que exige das farmácias capacidade de adequação e superação de desafios que proporcionem longevidade de suas atividades.

Um grande exemplo dessas mudanças é a relação entre a venda de medicamentos X não medicamentos, que expõe profundas mudanças nos percentuais de participação no faturamento do varejo farmacêutico nos últimos 10 anos. Para algumas corporações, há 10 anos a participação dos não medicamentos era de 15% e, este ano, eles já ocupam quase 40% do faturamento dessas empresas.

Todas essas mudanças obrigam a farmácia a se preparar para a demanda do mercado e repensar seu espaço físico, formato de loja, merchandising, mobiliário utilizado e até mesmo o conceito de sua fachada e marca para seu público-alvo.

As recentes mudanças de mercado preocupam alguns agentes de mercado, mas representam oportunidades para quem está preparado a enfrentar desafios.

O mercado aponta que, nos próximos anos, a participação dos não medicamentos no faturamento das farmácias brasileiras será de 50 a 60%.

Portanto, tais tendências mudarão radicalmente vários dos indicadores de atividade citados no início deste texto e em outros artigos publicados nesta conceituada revista, e tudo isso vai impactar os resultados financeiros das farmácias.

Tais mudanças são apenas algumas das que vivenciaremos no próximo ano.

O ano de 2013 foi marcado pela entrada da CVS no Brasil, discussões envolvendo a prescrição farmacêutica, conveniência em farmácias, tributação dos medicamentos, movimentação das grandes redes em busca da consolidação no setor e muitos negócios envolvendo fabricantes e distribuidores.

Ao mesmo tempo em que tais mudanças preocupam alguns agentes do mercado, as mesmas representam um “oceano de oportunidades” para quem está preparado para encarar desafios.

Que venha 2014 e que todos possam vislumbrar oportunidades e capacidade de tomar decisões que permitam a seus negócios prosperar e produzir resultados cada vez melhores!

Cadri Awad é Diretor de Cursos do Instituto Bulla, Farmacêutico com Habilitação em Farmácia Industrial, MBA em Gestão Avançada de Varejo Farmacêutico e cursando MBA Executivo em Liderança e Gestão Empresarial. Viajando por todo o Brasil, Cadri já qualificou mais de 5000 empresários de Pequenas e Médias Drogarias para a aplicação da metodologia avançada de Gestão Farma.

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